segunda-feira, 28 de junho de 2010

Aquele olhar

Distante, e ao mesmo tempo tão perto
Fingido, mas por vezes soa tão sincero
Sensível, e ao mesmo tempo tão duro
Que me aquece, mas mesmo assim é tão frio
Indecifrável, e as vezes tão óbvio
Transparente, que esconde tantos segredos
Mutante, e ao mesmo tempo tão decidido
Tão atento e tão distraído
Quieto e mesmo assim tão extrovertido
Calmo como uma tempestade
Claro como a luz do anoitecer
Áspero e mesmo assim tão suave
Ora feliz ora triste, com o humor sempre em uma constante de fatos
Que não mudam a realidade
Tão enigmático e tão simples
Tão discreto e mesmo assim tão atraente
Tão bonito e tão indiferente
Tão experiente mas tão jovem
Tão igual, porém inconfundível
Ah eu poderia escrever um poema sobre aquele olhar
Quem me dera decifrá-lo
Quem me dera ter palavras para descrevê-lo por completo
Quem me dera entende-lo
Ah se eu pudesse pegá-lo para mim para analisar cada traço
Cada linha
Cada característica
E descobrir todas as nuances de cor em um olhar tão uniforme
Uma constante de mudanças
Tão bipolar


Por: Leticia G. Vieira

Um comentário:

  1. Nossaaaaa...Um poeta já era bom...Mas dois???É bom dimaisssssssssss...
    Que lindo Lê...Vou oferecer pra uma pessoa...
    Bjs.

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